quinta-feira, agosto 12, 2010

Um retrato histórico e sangrento da Nova Iorque do início do século XX!!


Prepare-se para uma verdadeira viagem no tempo. Não, nós não estamos falando aqui apenas das clássicas histórias de mafiosos da primeira metade do século XX, mas sim de toda uma época, seus carros, seus costumes, sua música e até mesmo suas pin-ups — aquelas moças “desavergonhadas” em poses sensuais, papel eternizado pela icônica Betty Page.
Em outras palavras, em Mafia II, a desenvolvedora 2K Czech não poupou esforços para resgatar o sumo de uma época bastante conturbada. No final dos anos 40 e início dos anos 50, o mundo — particularmente, os Estados Unidos da América — enfrentavam ainda os ecos da maior crise econômica até então (1929), a Segunda Guerra ainda causa calafrios em muita gente, e toda uma geração de imigrantes passava a gerenciar uma subindústria cada vez mais assentada: a máfia.
Img_original
Mas não ficava só nisso, é claro. Os carros eram enormes banheiras possantes e beberronas; as cortesias e mesuras ainda estavam na moda — um cavalheiro deve andar com um terno de boa qualidade e alinhado; e, é claro, um ou outro sujeito acabava assassinado por meter o nariz onde não devia.
Bem, para conferir um pouco mais dessa epopeia temporal, o Baixaki Jogos resolveu também “enfiar o nariz” na demonstração liberada recentemente de Mafia II. As impressões gerais? Um jogo rico, tremendamente detalhado, consideravelmente violento — não poderia ser diferente — e muito promissor. Vamos aos detalhes.
Bem-vindo à “Big Apple”
Img_originalAssim que a demonstração se inicia, a sua missão fica absolutamente clara: ajudar um figurão da máfia a “apagar” um sujeito que não entendeu muito bem os recados que recebeu e “se acha inatingível”. Proposta de ouro, naturalmente, já que nesse ponto você, Vito Scaletta, não passa de um garoto de recados contratado indiretamente por alguns sujeitos realmente importantes.
A animação vai então jogá-lo diretamente para a sua casa em algum lugar de um bairro modesto de Empire Bay — o termo, é claro, faz menção ao apelido tradicional de Nova Iorque, “The Empire State”. Logo em seguida, o telefone: dirija-se imediatamente para um apartamento a fim de se reunir com os demais envolvidos no trabalho. Mas sim, dá tempo de dar uma conferida nas coisas à sua volta.
Em primeiro lugar, a sua casa. São inúmeros detalhes aqui: quadros com jazzistas famosos, revistas da época, uma rádio (Delta Radio) tocando o melhor do som forjado no delta do rio Mississipi — berço incontestável do blues e do rock . Que tal ir até a geladeira? Ali, algumas cervejas, sanduíches e refrigerantes — qualquer item que você pegue vai sumir do congelador, o que, embora simples, não deixa de causar uma boa impressão.
Caso o traje original de Vito não faça o seu estilo, tudo bem. O guarda-roupa traz uma camisa para um visual mais casual, ou um terno fechado com chapéu — para quem assistiu O Poderoso Chefão ou os Bons Companheiros, basta se lembrar do visual clássico do mafioso nova-iorquino da época.
“Você coletou 1 de 5 ‘Playmates’”
Mas espere, fica ainda mais interessante. Sobre o balcão da sua cozinha, você encontra aquele que será o item a ser colecionado em Mafia II. Garrafas térmicas? Um pacote misterioso? Longe disso. Aqui você coleciona pôsteres das chamadas “Playmates” da revista Playboy. “Você coletou 1 de 5 ‘Playmates’”. Impressionante (no bom sentido). No jogo completo serão 50 pôsteres, conforme promete a demonstração.
Cuidado com o sinal vermelho
Hora de ir para a garagem. Na demonstração, três belas banheiras dos anos 40 estão disponíveis: Smith Custom 200, Smith Thunderbolt e Lassiter Series 69 — nada é mais mafioso do que esse último. É hora de pegar a estrada.
A forma de controlar o veículo é bastante parecida com aquilo que já havia sido visto em praticamente todos os jogos de mundo aberto até hoje: controles simples para não complicar a sua vida entre as missões. Mas a física realmente impressiona. Batidas são devidamente espalhadas pelo carro de acordo com a intensidade e o ponto do choque — uma lanterna quebrada, uma parte da lataria amassada, ou um para-brisa estilhaçado.
Ah, sim! Para quem gosta de experimentar corridas “como-se-não-houvesse-um-amanhã”, aí vai um aviso: acidentes de carro realmente podem matá-lo aqui. Se as colisões menores apenas infligem pouco dano, as maiores representam um caminho bem curto até o “Mission Failed”.
Img_original
Vai um destaque aqui também para forma de se roubar carros. Não, não existe aqui nada semelhante aos mini games de GTA: Chinatown Wars. Mas mesmo assim é bem elegante: uma pancada, duas pancadas, e o vidro está quebrado. Basta então uma ligação direta e pronto, eis um carro esporte para perambular por Empire Bay — é só arrancar em frente aos olhares atônitos dos pedestres.
A polícia de Empire Bay
Bem, isso, é claro, supondo-se que a polícia não presencie o seu “trabalhinho”. Mas espere, antes sair correndo tentando despistá-la, que tal uma conversinha com o guarda? Basicamente, toda vez que você for preso, existem três possibilidades: render-se, resistir, ou contribuir para o fundo de aposentadoria do policial. Exatamente: aqui você pode “molhar a mão” da polícia.
Img_originalMas essa não é a única peculiaridade da polícia de Empire Bay. Se é verdade que ela se vende facilmente, também é fato que os guardas aqui são muito menos permissivos do que aqueles que você encontrava na Liberty City de GTA IV. Uma batida de carros, por exemplo, é suficiente para colocar a polícia no seu pé.
No que diz respeito ao realismo, a abordagem da polícia aqui também fica a milhas de distância da LCPD (Liberty City Police Department). Esqueça aqueles sujeitos suicidas que arremessavam as viaturas contra o seu carro e saltavam com carros despedaçados. Os policiais aqui são mais comedidos, e vão simplesmente pedir que você se renda — sem disparar gratuitamente onde existem civis — antes de sair em perseguição. Elegante, de fato — como todo o resto aqui.
Hora da missão
Ok, sem mais delongas, é hora de pegar o carro mais próximo e se dirigir para o apartamento marcado no mapa — que, a propósito, é tão funcional e intuitivo quando o de GTA IV. Ao chegar, alguma conversa sobre os motivos que o seu contratante teve para deixar a Itália, tem nome e sobrenome: Benito Mussolini (ditador fascista que permaneceu no poder até 1943).
De fato, a história pessoal do mafioso impressiona tanto quanto os detalhes gráficos das CGs (animações). É possível ver os poros na pele de cada personagem, assim como cicatrizes e alguns olhares bastante humanos — até melhores do que boa parte do que se viu em Heavy Rain.
Img_original
Ok, hora da guerra. Você vai permanecer de tocaia no apartamento até que o seu alvo se aproxime. Em seguida, é o bom e velho tiroteio estilo GTA: você vai sair em perseguição através da rua, desembocando, enfim, em uma adega empoeirada. É aí que tudo acontece.
Em relação à jogabilidade, nada realmente surpreendente aqui. Um botão para mirar, outro para atirar, e um terceiro para recarregar a arma. A boa adição aqui é o sistema de cobertura, semelhante ao de Gears of War e tantos outros: aperte o botão certo quando estiver próximo de um anteparo, e Vito buscará a cobertura — escorregando até lá se for preciso.
Mas o que realmente impressiona aqui é o realismo dos cenários. Disparar em uma coluna, por exemplo, faz pedaços de concreto atravessarem o ar, tornando a estrutura um tanto mais fina — o estrago varia de acordo com a arma que você estiver utilizando; durante a demonstração, uma pistola e uma escopeta estão disponíveis.
Uma vez assassinado o alvo, o negócio é correr o mais rápido possível até o hospital mais próximo, já que o seu contratante acabou com uma bala no meio da barriga. Após algumas curvas, há uma rua interditada por viaturas policiais. O que fazer? Esperar pelo lançamento de Mafia II, já que a demonstração fica por aí mesmo.
A impressão deixada pela demo de Mafia II não podia ser melhor. É verdade que quem jogar as versões para consoles notará um decréscimo considerável no que diz respeito ao nível de detalhamento da versão para PC. Mas o resultado, de qualquer forma, impressiona. Uma cidade orgânica, cheia de objetivos secundários, recriada nos mínimos detalhes para trazer as décadas de 40 e 50 para o presente, além de jogabilidade funcional e tremendamente realista.
Além do mais, em que outro jogo você poderia comprar a polícia e colecionar pôsteres da Playboy? Mafia II tem lançamento previsto para o próximo dia 24. Aguarde uma análise completa aqui no Baixaki Jogos. See ya!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts with Thumbnails